Nos tempos que correm a fotografia digital vai ganhando terreno face à fotografia analógica. A rapidez com a qual de pode observar o resultado e a sua economia têm justificado o início da sua previsível hegemonia. Hoje em dia, até os mais recentes telefones móveis têm câmara digital. Mesmo pessoas sem o hábito de fotografar começam a fazê-lo. Inclusivamente, a nível profissional o digiital também está a ganhar preponderância.
Embora o digital não consiga apresentar a mesma qualidade que o analógico, com os últimos desenvolvimentos a nível tecnológico têm feito com que os profissionais mais resistentes à tecnologia digital se rendam ás suas enormes vantagens. É evidente que exige alguma adaptação a esta nova forma de fazer imagens.
A nível de qualidade uma das principais diferenças é menos gama dinâmica, ou seja, a capacidade de registar diferenças de luminosidade. Enquanto que um filme negativo consegue registar uma diferença de 6 pontos de luz, os CCD´s registam uma diferença de 4. Esta diferença tende a desaparecer visto nos ultimos tempos termos assistido a alguns desenvolvimentos tecnológicos nesta área com o qual se tenta aumentar a gama dinâmica e fidelidade de côr dos CCD´s, melhorar o software de tratamento de imagem, objectivas adaptadas ao digital, etc.
Tipos de Câmaras
As câmaras/máquinas fotográficas podem dividir-se pelo formato de suporte fotográfico que utilizam:
- Grande Formato. Aparelhos que usam "chapas" de material fotossensível. Câmaras grandes, pesadas, pouca flexibilidade e usadas normalmente para situações especiais quando é necessário muito grnades ampliações e qualidade extrema.
- Médio Formato. Câmaras que usam filme 120 (inúmeras câmaras antigas eram médio formato) tirando fotogramas com dimensões habituais de 6x4,5; 6x6; 6x7 ou 6x9 (cm). É equipamento mais portátil que o grande formato, mas normalmente bastante dispendioso quando de qualidade e que ainda assim é usado muito mais frequentemente em estúdio. Ideal para grandes ampliações com grande qualidade.
- Pequeno Formato. Câmaras que usam filme 135 (35 mm), APS ou mais pequeno. São o tipo de câmara mais usada em todo o mundo, geralmente muito portátil e flexível. A pequena área do fotograma, 36x24 mm para os 35 mm, não permite ampliações com a qualidade dos outros formatos, mas os avanços na tecnologia das emulsões das últimas décadas (e nos anos mais recentes dos sensores digitais que vieram ocupar este mesmo nicho de mercado) têm permitido permitido passar a usar o pequeno formato para quase qualquer tipo de aplicação, desde as fotografias de família até ao fotojornalismo e fotografia de estúdio.
- Compactas. Podem facilmente ser usadas por qualquer pessoa com ou sem conhecimentos de fotografia. Simples ou com funções automáticas servem essencialmente para "apontar e disparar" sem preocupações. Não são geralmente flexíveis suficiente para se entrar em campos mais específicos da fotografia onde se exija mais controlo do processo fotográfico.
- Máquinas de Visor. Máquinas que permitem uma flexibilidade muito maior a nível criativo e um controlo muito maior sobre o processo fotográfico. O nome vem do modo como o fotógrafo vê e foca o quadro antes de fotografar. A imagem no visor (de óptica dupla) não passa através da objectiva e por isso o processo de aferir a focagem é diferente e têm de ser resolvidos outros problemas relacionados com o facto da imagem no visor não ser exactamente o que a máquina vai registar (paralaxe). Em contrapartida a construção das objectivas não é tão exigente e por isso consegue-se equipamento mais pequeno que nas reflex. Muitos profissionais famosos usaram e ainda usam máquinas destas (como a famosa Leica) pela sua portabilidade e reputada qualidade optica das suas objectivas intermutáveis. As leis de mercado ditam que sejam contudo mais caras que as Reflex.
- Máquinas Reflex. Abreviatura de Single Lens Reflex. Permitem um nível de controlo do processo fotográficosemelhante ás máquinas de visor. Como nas máquinas de visor, quase todas as reflex têm lentes intermutáveis. Têm apenas um sistema óptico. A imagem que vai impressionar o filme é reflectida por um espelho para o prisma que apresenta a imagem no visor exactamente como vai ser fotografada depois do espelho ser levantado quando se pressiona o botão de disparo. São as máquinas mais usadas em todo o mundo desde os amadores principiantes que pretendem mais que recordar momentos até aos grandes prfissionais da fotografia.
Tempo de Exposição
O obturador da câmara controla a quantidade de tempo à qual a película (ouCCD) é exposta à luz. Este tempo depende da velocidade que o obturador demora a abrir e fechar. Uma gama típica dos tempos de exposição é B ou Bulb, 1 s, 1/2 s, 1/4 s, 1/8 s, 1/15 s, 1/30 s, 1/60 s, 1/125 s, 1/250 s, 1/500 s, 1/1000 s, 1/2000 s, 1/4000 s. A relação entre estes tempos de exposição é de metade ou dobro da luz que chega à pelicula (ou CCD). Por exemplo: 1/60 deixa entrar metade da luz de 1/30 e o dobro de 1/125. A função B ou Bulb permite fazer longas exposições uma vez que o obturador fica aberto enquanto primirmos o botão disparador. Em algumas câmaras a gama de tempos poderá ser maior ou menor. Poderá ter também tempos de exposição intermédios entre os valores apresentados acima.
Abertura do Diafragma
Outra das formas de controlar a luz que chega à película num certo intervalo de tempo, é através da abertura do diafragma da ojectiva. A sua dimensão é dada em números f. A gama típica de uma objectiva é f/2, f/2.8, f/4, f/5.6, f/8, f/11, f/16, f/22, f/32. A relação entre elas à semelhança com os tempos de exposição é dobro ou metade da quantidade de luz. Por exemplo: usando uma abertura de f/8 entra metade da luz do que usando f/5.6 e o dobro de f/11.
Películas Fotográficas e Suportes Digitais
As películas fotográficas são o suporte das fotografias analógicas. A velocidade do filme (ISO) é refernete à sua maior ou menor sensibilidade à luz. Os filmes rápidos têm uma maior sensibilidade que os filmes lentos. Os filmes lentos têm uma maior nitidez e qualidade de imagem superior mas são mais exigentes em termos de quantidade de luz disponível. Na fotografia digital estes conceitos aplicam-se da mesma forma. Embora ao grão característico das películas rápidas se costume apelidar de ruído digital.
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